sábado, 29 de dezembro de 2007

Orgulho Hetero

Em primeiro lugar gostaria de vos pedir desculpa por vos maçar novamente com este tema.
Pesquisei sobre este assunto e deparei-me com várias páginas na Internet que atacam de forma directa a campanha da cerveja Tagus.
Decidi escrever este Post porque essas pessoas não se lembraram de uma coisa que na minha opinião é fundamental.
Será que está mesmo a Tagus a promover a heterossexualidade e a discriminar os homossexuais?
É que se está, sinto-me discriminado (não por esta campanha, obviamente).
Abram os olhos, hoje em dia mais são discriminados os heterossexuais do que os homossexuais, ou os metrossexuais (homossexuais disfarçados).

As páginas que visitei e que me levaram a escrever este post encontram-se neste website:
http://www.orgulhohetero.net/

O site da campanha Orgulho Hetero é:
http://www.orgulhohetero.com/

A Cerveja Tagus não pretendia com a campanha atingir os homossexuais, mas sim criar uma comunidade onde é discutida a heterossexualidade. Já não se pode? Eles podem e as pessoas ditas normais já não podem? Mas onde é que está a discriminação aqui?

A homossexualidade é uma doença, e como uma doença deve ser tratada. Tomem juízo e procurem ajuda. Orientação sexual só há uma. "Crescei e multiplicai-vos".

13 comentários:

Natrina disse...

Lindo, isto é uma maravilhosa... piada.

Essa tese é bastante difícil de sustentar, apesar de ser algo possível fazê-lo. Na realidade, a Tagus estava, em termos abstractos, só a dar apoio a um dos lados da balança (se é que sequer podemos, enfim, considerar estas coisas como caixas, mas isso não é o ponto aqui), o que seria, de novo em termos abstractos, como defender os direitos do homem para balançar os direitos da mulher.

Mas newsflash: Os homossexuais não têm direitos em Portugal. São vítimas de discriminação aos mais variados níveis (vamos prender-nos em termos legais): não podem casar, não podem ter filhos (tanto em termos de gerar, adoptar e educar) e a relação deles entre si é totalmente ignorada pela lei, pelo que, apesar de ser possível dar à Tagus o benefício da dúvida, a simples verdade é que foi ter uma iniciativa dada num local errado, numa hora errada.

Estou a falar para o vazio, todavia, e tenho a noção disso. Qualquer pessoa que levante o argumento "homossexualidade é doença" deve ter a abertura de mente de um pepino, que, achamos nós, não tem mente ou pelo menos ainda não foi provado que tenha. Achamos também nós que a homossexualidade não é doença pois ainda não foi provado sê-lo (só o contrário) e até ao dia em que algo venha conseguir, se possível, provar que assim é, não podes minimamente esperar ser levado a sério com um post destes.

Para acabar, não é o tema que maça. O que maça é que ainda haja pessoas que têm a cabeça enfiada numa televisão e não têm noção nem da realidade que se vive (Sociedade), nem da realidade que se sabe (Ciência).

Pacanherros disse...

Deix'ós maricas sossegados pá!! Quanto mais maricas houverem mais gajas sobram pra nós!!!!!

telma disse...

quer dizer os homosexuais tem direito e nós não?
tsc tsc. é mais que justo!

Bloody Mary disse...

homossexualidade = doença? Tal como os hetero gostam de pessoas do sexo oposto, os homossexuais gostam de pessoas do mesmo sexo, é tão simples quanto isso. Eles são felizes assim, e penso que isso é a única coisa que importa.

No entanto acho que a Tagus tem toda a legitimidade de fazer uma campanha pela heterossexualidade. Aliás, desde que não se ataque nem se discrimine ninguém, podem fazer campanhas por tudo o que lhes apetecer. E até tem uma certa piada a ideia de uma parada pelo orgulho hetero desde que, lá está, não discriminem quem não jogar nessa equipa.

Tita disse...

nao posso flr da tagus, ate pk TAGUS PATROCINA OS CALOIROS 2066/2007! e eu era caloira nesse ano. se bem k a cerveja nao vale nada.

agora. é uma verdadeira estupidez, este movimento.
ponto. Orgulho hetero? onde? Deixemo-nos de tretas.

Rufino Cosme disse...

Cara natrina.
Quando disse que a homossexualidade é uma doença, não o disse porque sem ter o mínimo de conhecimento acerca do assunto. Além da Margarida Cardo o ter dito publicamente para a revista Visão, um parente meu já curou um homossexual. É possível desde que hája força de vontade.

Pacanherros: O problema é que a homossexualidade não é um problema exclusivamente masculino.

Rita Rente disse...

diria qualquer coisa brilhante, mas nao compreendo a homosexualidade.

e já passou para um dia, estou a coisa de uma hora e meia de fazer anos.

André Gonçalves disse...

Concordo com os Pacanherros mas também concordo contigo em relação àquilo deles e da descriminação!

Natrina disse...

@Telmy e Mary: Eu não disse que a Tagus não tinha o direito de fazer uma publicidade e promover um movimento desses. Longe de mim andar a restringir direitos a alguém. O que eu estava a fazer era simplesmente classificar essa intenção como inadequada. E é inadequada porque as Paradas GLBT não são folia, são uma marcha para o reconhecimento e para a luta de direitos.

Ora bem, os heterossexuais realmente estão a perder a visibilidade: os filmes GLBT enchem a televisão em mais de 90% e são mais de 90% das personagens existentes em toda a Arte de forma geral e só vemos gays por essas ruas fora! E os direitos, oh meu Deus! Sim Senhor, os heterossexuais estão a perder o direito a serem os únicos a poder casar e ter filhos. Estão a tentar roubar-lhes o direito... à exclusividade. (Acabe-se a ironia e o sarcasmo.)

Temos o direito à liberdade de expressão, sim senhora, mas também temos o dever de não sermos idiotas chapados e o problema aqui é acharem que é a mesma coisa quando não é e só seria numa realidade inversa ou numa recriação das paradas mais corrompidas, onde a sexualidade e a bebida substituem o verdadeiro significado da coisa. Era isso que a Tagus provavelmente queria originalmente: folia, já que afinal é uma marca de cerveja e é tão ridículo dizer que ela não tem direito a promover a sua cerveja como dizer que os homossexuais não têm direito a usufruirem dos direitos de cidadão. Mas que é triste que só façam paralelismos das coisas superficiais, é (também, é a única coisa possível de se fazer neste caso, é verdade) e é ainda mais triste que muita gente não compreenda a verdadeira razão da existência das paradas, o que se aplica, na realidade, a ambos os lados (se não, não havia paradas todas festivais para a Tagus tentar "paralelar").

@Rufino: Ah, isso. Saiu nos jornais e vinha como se fosse novidade. Todavia, vais ficar feliz de saber que nos EUA já fazem terapia reparativa há muito tempo. Os números são longe de serem tão bonitinhos como os da Margarida Cardo, mas partilham de um grande número de falhanços e de dar ênfase à vontade da pessoa. Se a pessoa quer, deixará de ser homossexual. Isto na minha terra tem nomes e não é "sucesso", é: recalcamento e negação.

Não vou dedicar-me a falar de todos os problemas metodológicos da senhora (que as terapias reparativas têm a dar com pau também): ela ou mandou o estudo para uma revista científica (onde se faz Ciência, não uma revista que fale sobre Ciência) e o estudo dela será julgado algo justamente, ou não o fez e lançou em jornais sensacionalistas, que, caso seja verdade, faz ser desnecessário pôr a credibilidade dela, sequer, em questão: nomes bonitos é que fazem artigos, não é o conhecimento que resistiu aos testes da Ciência.

Não quero tocar nessa tua experiência porque não quero ser mesquinha (e sei que vou ser se tocar nisso), vou só dizer que se eu descobrir a cura para a queda de cabelo e não a partilhar, não vai mudar nada. E a pergunta também está em, no que interessa isso? Porque é que as pessoas não podem ser como naturalmente são? É pouco estético para a maioria, mas a felicidade, e até a vida humana em certos casos como a realidade africana (falo sobre gays serem enforcados), tem de ser posta em segundo plano só por isso mesmo? Eu cá, humildemente, acho que não. Mas cada um tem os ideais, a educação e as crenças que tem. Se metes a conformidade a padrões à frente da vida humana, pior para ti.

Rufino Cosme disse...

Eu não meto a conformidade a padrões à frente da vida humana, a vida acima de tudo.
O que eu queria dizer não só com o post, mas também com a resposta que te dei, é que se a homossexualidade for encarada como uma doença e como um problema pode ser tratável. Sem força de vontade, até posso morrer com uma constipação.
O problema é que as pessoas começaram a encarar como uma orientação sexual, eu acho isso difícil de aceitar. Acho que devia continuar a ser considerado um problema.
Também não sou a favor de enforcar os homossexuais, mas sei lá, o tratamento ser pago pelo estado já era uma ajuda e uma forma de consciencializar o povo para encarar a homossexualidade como o problema que realmente é.

Se a homossexualidade é uma coisa normal, não percebo porquê que duas pessoas do mesmo sexo não podem gerar outra pessoa. É contra a natureza e É um problema.

Joana disse...

"o argumento "homossexualidade é doença" deve ter a abertura de mente de um pepino, que, achamos nós, não tem mente ou pelo menos ainda não foi provado que tenha."

Acho que esta frase diz tudo o que há para se dizer sobre o teu post.E já pouco há para se dizer,só acho que é triste saber que há pessoas da minha idade que conseguem ter uma opiniao tão estupida acerca de um tema tao actual e quase banal.Nao entendo a perseguiçao aos homossexuais.Simplesmente gostam de uma pessoa do mesmo sexo, whats the big deal? Porque raio havia isso de ser uma doença? Antes homossexuais que drogados, ou bebedos ou anormaloides que estragam a vida das outras pessoas, eles só lutam por um tipo de amor diferente.

O mal das pessoas é não ter que fazer, nem que pensar.

Tita disse...

UM VALENTE ANOOO

Sara LóLó disse...

Não é por nada... Mas a última vez que eu ouvi as teorias de um desses "curadores de homossexualidade" pareceram-me bastante... estúpidas.