terça-feira, 24 de junho de 2008

deep meaning

Se há uma coisa que eu realmente gosto, mas gosto mesmo, é de letras de música com algum significado, aquelas letras em que quando as lê-mos, compreendemos a mensagem que quem a escreveu pretendia transmitir.

Por exemplo, uma música que esteve e ainda está um bocado na moda, uma música que lhe valeu um Globo de Ouro.


Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra,
fiz tudo p´ra sobreviver em nome da terra,
no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem,
não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói,
não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada porque arrasei o que não quis
em nome da estrada onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim



Agora digam-me lá, e apenas após concluirem a leitura da letra, não tem isto um significado tão bonito, tão profundo?
Para dizer a verdade também escrevo coisas destas, mas é um fim-de-semana de vez em quando, ou então quase todos os fins-de-semana, ou então não (já não sei).